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Crédito ao comércio exterior voltará a crescer neste ano

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Publicado por em Atualidade ·
Fonte DCI

Crédito ao comércio exterior voltará a crescer neste ano


Foco em importação. Com diferentes intensidades nas demandas do setor, melhora da economia traz fôlego à compra de produtos no exterior, mas pode fazer “sobrar recursos” à exportação

Em valor exportado, as vendas brasileiras de óleo bruto foram o destaque no ano passado.


FOTO: DREAMSTIME
ISABELA BOLZANI

A melhora da economia aumentará o volume de crédito voltado ao comércio exterior. A tendência, porém, é que a intensidade da demanda pelos financiamentos seja diferente entre importadores e exportadores no País.

“De um lado sobra recursos para exportação porque não há produtos competitivos o suficiente para vender. De outro, o fim da recessão aumenta a demanda das empresas para as importações, mas muitas delas já se financiam no exterior e isso limita o mercado”, explica o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

Os últimos dados do Banco Central (BC) apontam que os empréstimos para importação registraram R$ 280 milhões em janeiro, queda de 26,1% em relação ao mesmo mês de 2017.

Já os financiamentos para exportação subiram 75,7%, de R$ 2,557 bilhões para R$ 4,495 bilhões na mesma comparação.

O saldo da balança comercial projetado para 2018 – de US$ 50 bilhões, o que seria o segundo maior superávit da história –, porém, ainda reflete os avanços gradativos da economia e os altos custos de produção do País.

“Serão aumentos mais significativos no crédito ao comércio exterior do que o visto nos últimos anos. Isso implica em maior busca pela importação, que propõe um custo menor do que a própria produção doméstica”, avalia o coordenador do curso de economia da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) Paulo Dutra.

“É preocupante porque sem conseguir exportar, o máximo que se faz é vender no mercado interno, mas a um preço caro. Se houvesse um preço competitivo, até mesmo a venda doméstica seria o suficiente para reduzir drasticamente a importação”, completa Castro, da AEB.

Ao mesmo tempo, porém, o próprio mercado de crédito já se prepara para repercutir os números positivos esperados para a balança comercial.

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), enquanto o volume exportado avançou 11,9% em fevereiro ante igual mês de 2017 (de US$ 15,5 bilhões para US$ 17,3 bilhões), as importações subiram 13,7%, de US$ 10,9 bilhões para US$ 12,4 bilhões na mesma relação.

Ainda conforme o Mdic, os principais produtos exportados pelo País em 2017, em valor, foram: óleos brutos de petróleo (US$ 2,072 bilhões), minérios de ferro e seus concentrados (US$ 1,469 bilhão) e soja mesmo triturada (US$ 1,404 bilhão). No caso das importações foram: demais produtos manufaturados (US$ 2,902 bilhões), demais produtos básicos (US$ 1,076 bilhão) e aparelhos transmissores ou receptores e componentes (US$ 1,060 bilhão).

O gerente geral da unidade de comércio exterior do Banco do Brasil (BB), Thompson César, afirma que a instituição “recriou” no ano passado a área voltada para esses financiamentos e se concentra, agora, em um “projeto de consultoria e treinamento para pequenas e médias companhias”.

“É um trabalho do banco focado para melhorar os processos e trazer um crescimento saudável e sustentável às nossas carteiras”, reforça o gerente executivo da unidade de comércio exterior do BB, Paulo Guimarães.

Falta de preparo

Da outra ponta, a falta de preparo do País ainda preocupa os especialistas ouvidos pelo DCI.

“Um dos pontos principais é que é preciso uma definição mais forte da política do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] e de transparência em seus processos. Só a volta desse papel mais forte do banco que vai trazer a dinâmica que a economia do País precisa”, diz Dutra.

Já segundo Castro, o acordo para iniciar as tratativas de abertura comercial entre o Canadá e o Mercosul, firmado no começo deste mês, só destaca a “necessidade de preparo” que o Brasil precisa ter.

“É preciso andar com as reformas estruturais e investimentos de infraestrutura, principalmente porque nós não estamos preparados para enfrentar a concorrência que essa abertura traria”, opina o presidente da AEB e reitera a inevitabilidade de preços mais competitivos. “Não enxergo mudança no curto prazo, mas é preciso fazer algo logo, porque do jeito que está, não dá para ficar.”




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